terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A chave do meu Segredo


Brinco que a lerdeza,
É a tua bandeira,
Porém, teu jeito
Só me encanta.

És minha boneca de porcelana,
Me tesouro, minha branca.
Teu suave jeito me domina,
o perfume de bondade, me encanta.

Digo-te que sou hoje muito honrado,
Feliz e bobo por ter te encontrado.
Quero que minhas palavras
E meu mimar em ti fique gravado.

És meu nascer de sol nesta terra,
Animo-me em ver-te todos os dias,
Minha vida um vazio seria,
Se estas palavras fossem perdidas.

Se queres saber, eu me rendo.
Sabes que é só o meu jeito,
Se dizer que bem te quero
Eu fico sem jeito.

Esse é o nosso pequeno segredo,
Uma amizade de amor e zelo,
A chave do cofre de nosso segredo
É Klerianne Silva Ribeiro.

Belfort

A Joiazinha


Minha grande pequenina
Meu pequeno grande ouro-de-mina
Adoro brincar com o paradoxo,
É chato ser ortodoxo!

Para falar de ti,
Faço esta brincadera,
Não tenho outro jeito ou maneira!
Agora quero que ouças,

És minha pequena safira,
Que eu escondo e protejo,
De qualquer sorte de ira
Para que continues linda!

O teu brilhar a todos ilumina,
O reluzir a todos fascina,
Mas só os teus amigos,
Conseguem abraçar-te.

És nossa jóia amada e estimada,
Se eu estiver por perto,
Jamais serás arranhada,
Serás cuidada e mimada.

Essa é a nossa joiazinha,
Em nosso pote de brincadeirinhas,
Nossa doce e amada menininha,
Cara e rara, Fernandinha!

Belfort

Padrão

Talvez, o que escrevo seja puro lixo,
Somente um jogo desleixado de signos,
Contendo pouco ou nenhum sentido,
Um emaranhando de palavras de um homem sem juízo.

Palavras desprovidas de essência,
Só um texto poético, vazio.
Sem vanguarda, escola ou estilo.
Tampouco, técnica ou algo parecido.

A amargura do silêncio, me parece açoitar.
Chicoteia minhas palavras sem hesitar.
Estou sempre preso em um parâmetro,
Não consigo evoluir e é besteira tentar.

Tenho muita intolerância com discussões,
Pessoas inventam um padrão lingüístico,
Oficial, abrangente, cheio de normas e ridículo!
Gastam quatro anos sendo apenas inúteis!

Hoje o mundo é cheio de falsos intelectuais,
Recebem homenagens, são aclamados como gênios.
Nada além de gatos pingados,
Para mim, são piores do que o meu lixo.

Não há gênios, eles se foram.
Eu escrevo aquilo que vejo.
Os cientistas morreram e as cobaias aí estão,
Espalhando ao mundo, sua burrice padrão.


Belfort